terça-feira, 30 de junho de 2009

Show da Graforréia em 2005

remexendo meus arquivos aqui, eu encontrei este texto e fotos da época em que eu trabalhava no portal POAROCK (ces lembram do poarock??):




Na gravação de seu novo cd ao vivo a Graforréia Xilarmônica prova porque é uma das bandas mais divertidas de todos os tempos na cena gaúcha: nos dois shows realizados no início desta semana (segunda 11/7 e terça 12/7) os integrantes mostraram um show recheado de clássicos da banda, além de muita descontração e um público vibrante.

Banda formada em 1987 por integrantes da Prisão de Ventre, Cascavelletes e Defalla, gravou uma fita demo em 88, chamada Com Amor, Muito Carinho, que rolou de mão em mão arrebatando um número cada vez maior de fãs dentro do circuíto roqueiro de Porto Alegre. Então ocorreu a saída do guitarrista e compositor Marcelo Birk, mas a banda continuou firme com os outros integrantes e passou a ser um trio: Frank Jorge (baixista, vocalista e compositor junto com Birk), Carlo Pianta (guitarrista e vocalista, além de também contribuir com uma ajuda nas composições) e Alexandre “Alemão” Birk (baterista e piadista), formação que gravou em 1995 o aguardado cd de estréia intitulado Coisa de Louco II (Onde está o Coisa de Loco I???!!!), que, devido a falência do selo que o lançou, teve uma má distribuição e hoje é considerado uma raridade pela legião de fãs da banda. Em 98 foi lançado o segundo cd: Chapinhas de Ouro, com a adição de um guitarrista base chamado Eduardo Christ e com várias regravações de canções que já constavam na já citada demo de estréia do grupo.

Em janeiro de 2000 durante um show no bar Ocidente a banda anunciou o seu fim, deixando órfãos um incontável número de fãs por todo o Brasil, que incluem a banda Pato Fu e integrantes dos Los Hermanos. Porém o grupo continuou fazendo shows de reunião esporádicos, por pura nostalgia. E agora, para êxtase geral do público gaúcho, anunciam uma volta com direito a cd ao vivo produzido por Kassim ( produtor dos Los Hermanos).

Em dois shows lotados (apesar do preço de 15 reais, pesados ao bolso roqueiro) a Graforréia mostrou quase todos os seus sucessos em apresentações muito divertidas e descontraídas como só eles são capazes de fazer. Abriram com Literatura Brasileira (que não podia ser um começo melhor!), seguido de Patê e depois Benga Minueto, que começou meio torta, foi interrompida, pra então ser reiniciada e tocada por completo. No meio da apresentação, depois de uma sessão de piadas do baterista Alemão, subiu ao palco o ex integrante, e eterno Graforréio Xilarmônico, Marcelo Birk, para tocar com sua antiga banda algumas músicas mais desconhecidas do público, além de alguns clássicos de sua época na banda.

O show seguiu como esperado: grandes sucessos, intercalados por piadas e ironias típicas da banda, guitarras gritantes e absurdamente atípicas e interessantes, até culminar na apresentação da música Rancho, com o público delirante cantando junto e vibrando com a letra irônica e engraçada. Mas como era de se esperar o show não terminou ali, eles continuaram tocando, puxaram uma versão mais lentinha de Grito de Tarzan, repetiram algumas músicas, tentaram terminar de novo, mas o público não permitiu e exigiu mais um pouco, para então finalmente, depois de mais de duas horas de música o show ser encerrado com a reapresentação de Rancho.

Mais uma vez a Graforréia Xilarmônica provou ser diversão garantida pra todas idades, credos, religiões e gostos, pois apresenta um rock’n’roll muito bem humorado e original, demonstrando por que é uma das bandas gaúchas mais respeitadas e admiradas pelo resto do Brasil.

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